segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Os fundamentos históricos e teóricometodológicos do Serviço Social brasileiro na contemporaneidade

Os fundamentos históricos e teóricometodológicos do Serviço Social brasileiro na contemporaneidade

Apresentação


Este texto coloca em questão os fundamentos históricos e teórico/metodológicos do Serviço Social brasileiro na contemporaneidade, particularizando as décadas de 80, 90 e os primeiros anos do século XXI. Algumas referências acerca do Serviço Social latino‐americano também serão apresentadas. Parte do pressuposto de que a profissão e o conhecimento que a ilumina, se explicam no movimento histórico da sociedade. Sociedade que é produto de relações sociais, de ações recíprocas dos homens entre si, no complexo processo de reprodução social da vida. O mundo social é um mundo de relações.

São múltiplas as mediações que constituem o tecido de relações sociais que envolvem esse processo de produção e reprodução social da vida em suas expressões materiais e espirituais. Essas relações que constituem a sociabilidade humana, implicam âmbitos diferenciados e uma trama que envolve o social, o político, o econômico, o cultural, o religioso, as questões de gênero, a idade, a etnia etc. Dimensões com as quais se defronta cotidianamente o Serviço Social e em relação às quais se posiciona quer do ponto de vista explicativo quer do interventivo, considerados nesta abordagem como dimensões de uma mesma totalidade.

A análise dos principais fundamentos que configuram o processo através do qual a profissão busca explicar e intervir sobre a realidade, definindo sua direção social, constitui o principal objetivo deste texto. É necessário assinalar que essa análise das principais tendências históricas e teórico metodológicas da profissão, sobretudo nas três últimas décadas não é tarefa fácil ou simples, pois exige o conhecimento do processo histórico de constituição das principais matrizes de conhecimento do social, do complexo movimento histórico da sociedade capitalista brasileira e do processo pelo qual o Serviço Social incorpora e elabora análises sobre a realidde em que se insere e explica sua própria intervenção.

 
Assim sendo, este texto apresenta‐se organizado em três partes: em uma primeira introdutória, onde são apresentados alguns fundamentos relativos ao processo histórico de constituição das principais matrizes do conhecimento e da ação do Serviço Social brasileiro e em três outras, nas quais se busca uma aproximação às principais tendências históricas e teórico metodológicas do debate profissional nos anos 80, 90 e 2000. Encerram o texto algumas reflexões acerca das polêmicas atuais da profissão.

1 O processo de constituição das principais matrizes do conhecimento e da ação o Serviço Social brasileiro



A questão inicial que se coloca é explicitar como se constituem e se desenvolvem no Serviço Social brasileiro as tendências de análise e as interpretações acerca de sua própria intervenção e sobre a realidade social na qual se move. É claro que estas tendências, derivadas das transformações sociais que vem particularizando o desenvolvimento do capitalismo em nossa sociedade, não se configuram como homogêneas, mas são permeadas por diversas clivagens, tensões e confrontos internos. Isso porque, a compreensão teórico/metodológica da realidade, fundada no acervo intelectual que se constituiu a partir das principais matrizes do pensamento social e de suas expressões nos diferentes campos do conhecimento humano, é processo que se constrói na interlocução com o próprio movimento da sociedade.

O ponto de partida consiste, pois, da análise ainda que sumária, do processo de incorporação pela profissão:


de idéias e conteúdos doutrinários do pensamento social da Igreja Católica, em eu processo de institucionalização no Brasil;

 

  1. das principais matrizes teórico metodológicas acerca do conhecimento do ocial na sociedade burguesa;

 

Tecer algumas considerações sobre este processo é buscar compreender diferentes posicionamentos, lógicas e estratégias que permearam o pensamento e a ação profissional do serviço social em sua trajetória e que persistem até os dias atuais com novas articulações, expressões e redefinições.

Quanto ao primeiro aspecto, é por demais conhecida a relação entre a profissão e o ideário católico na gênese do Serviço Social brasileiro, no contexto de expansão e secularização do mundo capitalista. Relação que vai imprimir à profissão caráter de apostolado fundado em uma abordagem da "questão social" como problema moral e religioso e numa intervenção que prioriza a formação da família e do indivíduo para solução dos problemas e atendimento de suas necessidades materiais, morais e sociais. O contributo do Serviço Social, nesse momento, incidirá sobre valores e comportamentos de seus "clientes" na perspectiva de sua integração à sociedade, ou melhor, nas relações sociais vigentes.

Os referenciais orientadores do pensamento e da ação do emergente Serviço Social tem sua fonte na Doutrina Social da Igreja, no ideário franco‐belga de açã social e no pensamento de Sã Tomá de Aquino (sé. XII): o tomismo e o neotomismo (retomada em fins do séulo XIX do pensamento tomista por Jacques Maritain na França e pelo Cardeal Mercier na Bégica tendo em vista "aplicá‐lo" à necessidades de nosso tempo).
É, pois, na relação com a Igreja Católica que o Serviço Social brasileiro vai fundamentar a formulação de seus primeiros objetivos político/sociais orientando‐se por posicionamentos de cunho humanista conservador contrários aos ideários liberal e marxista na busca de recuperação da hegemonia do pensamento social da Igreja face à "questão social". Entre os postulados filosóficos tomistas que marcaram o emergente Serviço Social temos a noção de dignidade da pessoa humana; sua perfectibilidade, sua capacidade de desenvolver potencialidades; a natural sociabilidade do homem, ser social e político; a compreensão da sociedade como união dos homens para realizar o bem comum (como bem de todos) e a necessidade da autoridade para cuidar da justiça geral.

No que se refere à Doutrina Social da Igreja merecem destaque nesse contexto as encíclicas "Rerum Novarum" do Papa Leão XIII de 1891, que vai iniciar o magistério social da Igreja no contexto de busca de restauração de seu papel social sociedade moderna e a "Quadragésimo Anno" de Pio XI de 1931 que, comemorando 40 anos da "Rerum Novarum"" vai tratar da questão social, apelando para a renovação moral da sociedade e a adesão à Ação Social da Igreja.

É necessário assinalar que esta matriz encontra‐se na gênese da profissão em toda a América Latina, embora com particularidades diversas como, por exemplo, na Argentina e no Chile onde vai somar‐se ao racionalismo higienista. (ideário do movimento de médicos higienistas que exigiam a intervenção ativa do Estado sobre a questão social pela criação da assistência pública que deveria assumir um amplo programa preventivo na área sanitária, social e moral).

O conservadorismo católico que caracterizou os anos iniciais do Serviço Social brasileiro começa, especialmente a partir dos anos 40, a ser tecnificado ao entrar em contato com o Serviço Social norteamericano e suas propostas de trabalho permeados pelo caráter conservador da teoria social positivista
Efetivamente, a reorientação da profissão, para atender às novas configurações do desenvolvimento capitalista, exige a qualificação e sistematização de seu espaço socio‐ocupacional tendo em vista atender à requisiçõs de um Estado que começ a implementar políicas no campo social.

Nesse contexto, a legitimaçã do profissional, expressa em seu assalariamento e ocupaçã de um espaç na divisã sóio ténica do trabalho, vai colocar o emergente Serviç Social brasileiro frente àmatriz positivista, na perspectiva de ampliar seus referenciais ténicos para a profissã. Este processo, que vai constituir o que Iamamoto (1992, p. 21) denomina de "arranjo teóico doutrináio", caracterizado pela junçã do discurso humanista cristã com o suporte ténico‐cientíico de inspiraçã na teoria social positivista, reitera para a profissã o caminho do pensamento conservador (agora, pela mediaçã das Ciêcias Sociais).

Cabe aqui uma explicaçã: nem o doutrinarismo, nem o conservadorismo constituem teorias sociais. A doutrina caracteriza‐se por ser uma visã de mundo abrangente fundada na féem dogmas. Constitui‐se de um conjunto de princíios e crençs que servem como suporte a um sistema religioso, filosóico, políico, entre outros. O conservadorismo como forma de pensamento e experiêcia práica éresultado de um contramovimento aos avançs da modernidade, e nesse sentido, suas reaçõs sã restauradoras e preservadoras, particularmente da ordem capitalista. A teoria social por sua vez constitui conjunto explicativo totalizante, ontolóico, e, portanto organicamente vinculado ao pensamento filosóico, acerca do ser social na sociedade burguesa, e a seu processo de constituiçã e de reproduçã. A teoria reproduz conceitualmente o real, é portanto, construçã intelectual que proporciona explicaçõs aproximadas da realidade e, assim sendo, supõ uma forma de autoconstituiçã, um padrã de elaboraçã: o méodo. Neste sentido, cada teoria social éum méodo de abordar o real. O méodo é pois a trajetóia teóica, o movimento teóico que se observa na explicaçã sobre o ser social. Éo
posicionamento do sujeito que investiga face ao investigado e desta forma é "questão da teoria social e não problema particular desta ou daquela 'disciplina' " (NETTO,1984, p. 14).

No caso do Serviço Social, um primeiro suporte teórico‐metodológico necessário à qualificação técnica de sua prática e à sua modernização vai ser buscado na matriz positivista e em sua apreensão manipuladora, instrumental e imediata do ser social. Este horizonte analítico aborda as relações sociais dos indivíduos no plano de suas vivências imediatas, como fatos, como dados, que se apresentam em sua objetividade e imediaticidade. O método positivista trabalha com as relações aparentes dos fatos, evolui dentro do já contido e busca a regularidade, as abstrações e as relações invariáveis.

É a perspectiva positivista que restringe a visão de teoria ao âmbito do verificável, da experimentação e da fragmentação. Não aponta para mudanças, senão dentro da ordem estabelecida, voltando‐se antes para ajustes e conservação. Particularmente em sua orientação funcionalista, esta perspectiva é absorvida pelo Serviço Social, configurando para a profissão propostas de trabalho ajustadoras e um perfil manipulatório, voltado para o aperfeiçoamento dos instrumentos e técnicas para a intervenção, com as metodologias de ação, com a "busca de padrões de eficiência, sofisticação de modelos de análise, diagnóstico e planejamento; enfim, uma tecnificação da ação profissional que é acompanhada de uma crescente burocratização das atividades institucionais" (YAZBEK, 1984, p. 71).

O questionamento a este referencial tem início no contexto de mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais que expressam, nos anos 60, as novas configurações que caracterizam a expansão do capitalismo mundial, que impõem à América Latina um estilo de desenvolvimento excludente e subordinado. A profissão assume as inquietações e insatisfações deste momento histórico e direciona seus
questionamentos ao Serviço Social tradicional através de um amplo movimento, de um processo de revisão global, em diferentes níveis: teórico, metodológico, operativo e político. Este movimento de renovação que surge no Serviço Social na sociedade latino‐americana impõe aos assistentes sociais a necessidade de construção de um novo projeto comprometido com as demandas das classes subalternas, particularmente expressas em suas mobilizações. É no bojo deste movimento, de questionamentos à profissão, não homogêneos e em conformidade com as realidades de cada país, que a interlocução com o marxismo vai configurar para o Serviço Social latinoamericano a apropriação de outra matriz teórica: a teoria social de Marx. Embora esta apropriação se efetive em tortuoso processo.

É importante assinalar que é no âmbito do movimento de Reconceituação e em seus desdobramentos, que se definem de forma mais clara e se confrontam, diversas tendências voltadas a fundamentação do exercício e dos posicionamentos teóricos do Serviço Social. Tendências que resultam de conjunturas sociais particulares dos países do Continente e que levam, por exemplo, no Brasil, o movimento em seus primeiros momentos, (em tempos de ditadura militar e de impossibilidade de contestação política) a priorizar um projeto tecnocrático/modernizador, do qual Araxá e Teresópolis são as melhores expressões.

Já o tronco latino americano do movimento, sobretudo no Cone Sul, assume claramente uma perspectiva crítica de contestação política e a proposta de transformação social. Posição que, dificilmente poderá levar à prática frente à explosão de governos militares ditatoriais e pela ausência de suportes teóricos claros.

Sem dúvida, as ditaduras que tiveram vigência no Continente deixaram suas marcas nas ciências sociais e na profissão, que depois de avançar em uma produção crítica nos anos 60/70 (nos países onde isso foi permitido) é obrigada a longo silêncio.

 
Até o final da década de 70, o pensamento de autores latino‐americanos ainda orienta ao lado da iniciante produçã brasileira (particularmente divulgada pelo CBCISS), a formaçã e o exercíio profissional no paí. Situaçã que, aos poucos se vai modificando com o desenvolvimento do debate e da produçã intelectual do Serviç Social brasileiro e que resulta de desdobramentos e da explicitaçã das seguintes vertentes de anáise que emergiram no bojo do Movimento de Reconceituaçã:

  1. a vertente modernizadora (NETTO,1994, p.164 e ss) caracterizada pela incorporaçã de abordagens funcionalistas, estruturalistas e mais tarde sistêicas (matriz positivista), voltadas a uma modernizaçã conservadora e àmelhoria do sistema pela mediaçã do desenvolvimento social e do enfrentamento da marginalidade e da pobreza na perspectiva de integraçã da sociedade. Os recursos para alcançr estes objetivos sã buscados na modernizaçã tecnolóica e em processos e relacionamentos interpessoais. Estas opçõs configuram um projeto renovador tecnocráico fundado na busca da eficiêcia e da eficáia que devem nortear a produçã do conhecimento e a ervençã profissional;

  1. a vertente inspirada na fenomenologia, que emerge como metodologia dialóica, apropriando‐se també da visã de pessoa e comunidade de E. Mounier (1936) dirige‐se ao vivido humano, aos sujeitos em suas vivêcias, colocando para o Serviç Social a tarefa de "auxiliar na abertura desse sujeito existente, singular, em relaçã aos outros, ao mundo de pessoas" (ALMEIDA, 1980, p. 114). Esta tendêcia que no Serviç Social brasileiro vai priorizar as concepçõs de pessoa, diáogo e transformaçã social (dos sujeitos) éanalisada por Netto (1994, p. 201 e ss) como uma forma de reatualizaçã do conservadorismo presente no pensamento inicial da profissão;


•a vertente marxista que remete a profissão à consciência de sua inserção na sociedade de classes e que no Brasil vai configurar‐se, em um primeiro momento, como uma aproximaçã ao marxismo sem o recurso ao pensamento de Marx.

Efetivamente, a apropriaçã da vertente marxista no Serviç Social (brasileiro e latino‐americano) nã se dásem incontáeis problemas, que aqui nã abordaremos, e que se caracterizam, quer pelas abordagens reducionistas dos marxismos de manual, quer pela influêcia do cientificismo e do formalismo metodóogico (estruturalista) presente no "marxismo" althusseriano (referêcia a Louis Althusser, filosofo francê cuja leitura da obra de Marx vai influenciar a proposta marxista do Serviç Social nos anos 60/70 e particularmente o Méodo de B.H. Um marxismo equivocado que recusou a via institucional e as determinaçõs sóio históicas da profissã.

No entanto, écom este referencial, precáio em um primeiro momento, do ponto de vista teóico, mas posicionado do ponto de vista sóio‐políico, que a profissã questiona sua práica institucional e seus objetivos de adaptaçã social ao mesmo tempo em que se aproxima dos movimentos sociais. Inicia‐se aqui a vertente comprometida com a ruptura (NETTO,1994, p. 247 e ss) com o Serviç Social tradiconal.

 

Estas tendêcias, que configuram para a profissã linhas diferenciadas de fundamentaçã teóico‐metodolóica tenderã a acompanhar a trajetóia do pensamento e da açã profissional nos anos subsequentes ao movimento de Reconceituaçã e se conservarã presentes atéos anos recentes, apesar de seus movimentos, redefiniçõs e da emergêcia de novos referenciais nesta transiçã de milêio.

Questões para reflexão:
Como se constituem e se desenvolvem no Serviço Social brasileiro as primeiras interpretações sobre sua própria intervenção e sobre a realidade social?
Quais as principais vertentes de análise definem‐se para a profissão no âmbito o Movimento de Reconceituação?
 



Planejamento em Serviço Social


•Planejamento em Serviço Social


•Planejamento


•“processo de reflexão que instrumenta transformações na realidade social”

(BARBOSA, 1980)

Elemento importante e estratégico de uma práxis democrática.
•O modo como Marx compreende a práxis do planejamento, possibilita entender de maneira mais completa a totalidade social e todas as suas contradições. Marx compreende que o ato de planejar é de natureza do ser humano, o ser humano projeta em sua mente o ato para depois executar e antes de executar qualquer ato ele planeja. Isso é consciência teleológica

•“Processo de reflexão que instrumenta transformações na realidade social”

(BARBOSA, 1980)

•Sabe-se que o processo de planejamento sempre esteve presente na história da humanidade. Ele é fundamental para a sobrevivência do ser humano, na medida em que pode dar maior eficiência às suas atividades para se obter metas preestabelecidas. Isto é, ele propicia a máxima sinergia dentro da organização para alcançar os objetivos desejados, além de auxiliar no estabelecimento de prioridades para as tomadas de decisões. Uma definição interessante é dada por Giegold:

•Planejamento é o processo pelo qual tentamos aumentar a probabilidade dos resultados futuros desejados, além e acima da probabilidade de que isso aconteça por acaso [GIEGOLD, 1980:35].

•Planejamento


•Na história do Serviço Social a idéia de planejamento aparece ligada aos “planos de tratamento” – cada cliente na tentativa de solucionar problemas.


•Planejamento


•Processo de trabalho foi tornando-se mais racional – o planejamento passou a integrar desde o estudo até o final do tratamento;

•planejamento


•Pós – reconceituação e a busca pelo caráter técnico da profissão;

•Início da discussão do planejamento no serviço social e a participação ou não da sociedade neste processo.


•Além do planejamento da ação como processo natural de ordenação, decisão e controle;

•Planejamento também como método e processo social mais abrangente feito de forma crítica e participativa;

•Revisão profissional que também propiciam uma (re)definição de instrumentos e técnicas de trabalho

•Nasce então o planejamento como disciplina do serviço social;(1968)

•A evolução do planejamento dentro do serviço social tem sua gênese na própria necessidade do homem entendimento da organização de sua vida de maneira individual e não grupal ou tribal;

•Nascimento da individualidade


•Homem e Planejamento


•1º momento – individualidade como atribuição do grupo;


•2º momento – concorrência e competição;

•3º momento – solidariedade (sindicatos e associações)



(BARBOSA, 1980)


•Homem e planejamento



1º Momento

•O planejamento e o processo participativo são inerentes a natureza humana – canal de participação do indivíduo no grupo, no coletivo;




2º Momento



O homem passa a ver o mundo por seus próprios olhos;



Participação pessoal e imediata;



Justificar a não utilização do controle social;






3º Momento



Preocupação com o meio



Organizações sociais



Identidade coletiva


•Um pouco mais de história


•Na administração sec. 19 necessidade de alternativas para a

tomada de decisão;


•Evitar crises e falências;


•Interesse de empresas e organizações;


•Dimensão racional e social. Racional: agir e refletir, projetando para construçaõ de futuro. Social: cooperação, negociação, vida coletiva;

•conceito


•Método, ordenação, caminho, o que em ultima instancia poderá ser encontrado nos hábitos e capacidades da inteligência humana, nos processos de conhecimento e da ação;(LAMPARELLI, 1980)


•Previsão de futuro


•Objetivos/metas


•Reflexão


•Crítica


•Tomada de decisão


•Racionalidade


•sistematização


•Planejamento e área social: poder decisório dos grupos e famílias;






•Diagnóstico e a partir dele desenvolver projetos, programas, ações e atividades...





•Na contemporaneidade o profissional não só executa planeja e avalia






•Planejamento social


•O planejamento social busca utilizar de forma harmônica o planejamento estratégico, ampliando a participação dos vários níveis profissionais existentes dentro da sociedade

Nesse sentido, a tomada de decisão se torna elemento fundamental, pois corresponde com as diferentes escolhas dentro do processo



•Planejamento social


•Um elemento importante no planejamento social é a operacionalização, onde relaciona as atividades necessárias para efetuar as decisões tomadas. Nessa fase o planejador social (o assistente social) deve acompanhar a implantação, o controle e a avaliação do planejamento do projeto social que o mesmo for implantar em determinada instituição pública ou privada.

•Planejamento Social


•O planejamento é um processo contínuo e dinâmico, tendo o planejamento como uma decisão de planejar o movimento de reflexão-decisão-ação que o caracteriza vai se realizando de acordo com as seguintes aproximações:


•Planejamento Social


•1. Reflexão


• Delimitação do objeto/reconstrução do objeto; Estudo de situação;Construção de referenciais teórico-práticos;Levantamento de hipóteses preliminares e Coleta de dados

•Reflexão

•Nesta etapa consideramos a realidade onde será formulado o conjunto de proposições para uma intervenção mais qualificada, e ao delimitarmos o objeto de intervenção, estaremos olhando de fora para dentro, confrontando as ações planejadas com as mudanças que ocorrem na realidade

•Reflexão


•A reconstrução do objeto é o movimento que traduz a relação, a ação e o conhecimento. Segundo Baptista, “o profissional precisa se preparar, [...] conhecer suas representações, seus sistemas e valores, suas noções e práticas [...]” (BAPTISTA, 2007, p. 34).

•Reflexão


•Estudo de situação: O estudo da situação é o conjunto de informações que provém em contribuição para tomar decisões, ampliando o conhecimento das realidades concretas. O objeto do planejamento não pode ser tratado separadamente, devem se levar em consideração as propostas que estejam abertas às modificações perante a sociedade

•Reflexão


•Estudo de situação: O estudo da situação nada mais é que a reflexão, a compreensão, a explicação e a expressão de causas antes dos dados da realidade em relação ao seu conjunto de aspectos especiais

•Reflexão


•Construção de referenciais teórico-práticos:

•Para a construção de referenciais teóricos temos que entende-los como ‘conhecimentos que alimentam’ o estudo das situações para que haja o planejamento e podem ser de natureza: cientifica, documental, técnicos e periódicos

•Reflexão


•Levantamento de pressupostos:


•O levantamento de pressupostos ou hipóteses é estabelecido na hora da elaboração teórica podendo ser desenvolvido de forma implícita ou explícita, como o planejamento social trabalha com o ser humano, e por esses estarem sob um processo de evolução constante, os resultados ficam aproximados e não exatos, uma vez que há mudanças constantes nas estruturas sociais e políticas a que os indivíduos estão inseridos

•Reflexão


•Coleta de dados: A coleta de dados deve se ater a alguns aspectos como: coleta de dados de situação; dados da instituição; dados das políticas públicas, da legislação, do planejamento jurídico, da rede de apoio existente e os dados da prática. Os dados de situação constituem-se em objetivos do estudo. Estes estabelecem a compreensão do objeto que está em ação, estabelecendo assim a natureza e a problemática desse objeto

•Planejamento Social


•2.Decisão
Organização e análise; Identificação de prioridades de intervenção e Definição de objetivos e estabelecimento de metas

•Decisão


•Organização e análise: É nessa fase que o planejador social deve se aprofundar na observação, pois nessa fase que se descrevem os dados e os interpreta de maneira organizada, sistemática e analítica. Observar se os dados obtidos durante a investigação são suficientes para proporcionar respostas ao objetivo proposto

•Decisão


•Definição de objetivos e estabelecimento de metas:


•
A definição dos objetivos e o estabelecimento das metas dão o real sentido e fundamento ao processo de planejamento. A função específica do objetivo é posicionar a organização, orientar a ação, definir o ritmo do planejamento, motivar os atores envolvidos no processo, facilitar a avaliação de desempenho e incorporar a racionalidade, entre outros

•Decisão


•Os objetivos podem ser classificado em três aspectos: Se é um objetivo geral ou específico; a média de tempo previsto a ser utilizado; se é a longo, médio ou curto prazo e a delimitação de forma, se são quantitativos e/ou qualitativos. Dessa maneira, os objetivos e metas “deverão ser conquistados para transformar a visão em realidade, [...] (pois) buscam alcançar resultados especificados em um tempo pré-estipulado”


• (TAVARES, 2005, p. 312).

•Planejamento Social


•3.Ação
Planificação; Implementação; Implantação e execução e Definição de parâmetros de avaliação e Controle


•

Ação




•Planificação
No processo de planejamento, e a planificação é realizada depois de passar por um conjunto de decisões. Decisões essas que são sistematizadas, interpretadas e detalhadas em documentos que apresentem níveis de decisão

composto por diversificados planos, programas e projetos




•Ação




•O plano demarca as decisões gerais do sistema, suas estratégias e suas diretrizes e deve ser formulado de forma clara e simples. São

organizados os objetivos e metas




•Ação




•O programa detalha os documentos por setores, ou seja, faz projeções detalhadas das informações

que são consideradas específicas em relação aos níveis, modalidade e especificação do setor




•Ação




•O projeto estabelece-se como documento que estabelece um plano prévio da operação de um conjunto de ações, é também a racionalização das decisões. Na planificação o projeto vem antes

da indicação dos resultados, é instrumento que está mais próximo da execução, sendo assim faz-se o detalhamento das atividades que serão desenvolvidas estabelecendo-se os prazos e especificando os recursos que serão utilizados




•Ação

•

Implantação e execução:




•
A implantação é instituir na prática todas as ações que já foram planejadas, arquitetadas e avaliadas ao longo do tempo, passando a cumprir os passos dos objetivos estabelecidos de forma criteriosa para que essa execução se dê de forma contundente




•Ação

•

Parâmetros de Avaliação e Controle:




•A avaliação é o caminho onde o planejador poderá aferir a efetividade e o impacto que sua ação e decisão tiveram sobre as outras etapas do processo. Por ser este processo dinâmico e contínuo deve ser pautado sempre na reflexão. Já o controle é o instrumento que verifica o que já foi previsto e o que está acontecendo. O controle define os parâmetros de avaliação, o estabelecimento e a verificação dos pontos de controle, a correção dos possíveis desafios e a reflexão contínua do processo em análise




•Planejamento Social

•Podemos assim entender que o processo de planejamento faz parte de uma contínua análise, ou seja, se inicia com a reflexão de uma situação e simultaneamente o processo, devendo ser este contínuo, cíclico e reflexivo. Marx denomina este processo de união do pensamento e da ação como ‘práxis social’. É neste cotidiano que estabelecemos a compreensão para que as decisões elaboradas no planejamento sejam concluídas

•

Planejamento Social




•A realidade social, ou seja, a práxis, é determinante das relações sociais, fato que engloba aspectos políticos e econômicos. Dessa maneira, entendemos que é dentro da realidade que o planejamento

torna-se etapa indispensável para que se chegue a um resultado final dentro do processo

•

Funções gerenciais




•1. Planejamento: finalidade e objetivos, recursos, meios e tempo para atingi-los;


•

2. Organização: agrupar pessoas e recursos, atribuições e responsabilidades além de normas de modo a atingir os objetivos

•

Funções gerenciais




•3. Direção: conduzir e motivar;







•4. Controle: comparar, avaliar para corrigir




•EFICIÊNCIA

•

Fazer as coisas de maneira adequada;




•Resolver problemas;




•Salvaguardar os recursos aplicados




•Cumprir o seu dever;




•Reduzir os custos



EFICÁCIA




•Fazer as coisas certas;




•Produzir alternativas criativas;




•Maximizar a utilização dos recursos

•

Obter resultados;




•Aumentar o lucro




•EFETIVIDADE




•Manter-se no ambiente;




•Apresentar resultados globais positivos ao longo do tempo

(permanentemente)




•DIMENSÕES DO PLANEJAMENTO





•Assunto abordado (pesquisa, recursos humanos, comercialização,...);




•Elementos do planejamento (estratégias, políticas,

orçamentos,...);




•Tempo do planejamento (curto, médio e longo prazo);




•Espaço organizacional onde o planejamento é elaborado (entidade, município,...);




•Características do planejamento (nível de complexidade, de publicização, de formalização

).




•CARACTERÍSTICAS





•“O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes” (Drucker, 1962

– citado por Oliveira);




•O planejamento deve ser encarado como um processo composto por decisões e ações inter-relacionadas e interdependentes que visam o alcance de objetivos previamente estabelecidos;




•CARACTERÍSTICAS





•No planejamento o processo de seu desenvolvimento é muito mais importante que um produto, como um plano, por exemplo. O processo define a qualidade do planejamento, especialmente quando se trata de uma dinâmica que se propõe participativa

•

TIPOS DE PLANEJAMENTO





•Planejamento estratégico: Envolve decisões estratégicas, que são de longo prazo e envolve o ambiente planejado como um todo.




•Diz respeito à formulação

de objetivos e à seleção de cursos de ação a serem seguidos para sua consecução.




•Tipos de planejamento




•Planejamento tático: Envolve decisões sobre objetivos de curto prazo, e procedimentos e ações que geralmente afetam apenas uma parte do ambiente planejado.

•

Trabalha com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas no planejamento estratégico




•Tipos de planejamento




•Planejamento operacional: Envolve decisões operacionais e diz respeito a planos normalmente derivados de planejamentos

estratégicos e táticos elaborados anteriormente







•“O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, uma vez que os objetivos a longo prazo, bem como o seu alcance, resulta numa situação nebulosa, pois não existem situações mais imediatas que operacionalizem, o planejamento estratégico. A falta desses aspectos é suprida através do desenvolvimento e implantação dos planejamentos táticos e operacionais de forma integrada.

•

FASES DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO





•Preparação / sensibilização / mobilização




•Definição de valores, princípios e objetivos

•

Conhecimento da realidade / análise de ambiente




•Priorização / decisão (definição de questões estratégicas)




•Ação (estruturação do plano de ação)




•Crítica / retroalimentação (avaliação e acompanhamento

•

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO




•Nem apenas planos de escritórios;




•Nem apenas as lutas e ações específicas de cada organização.




•Há uma dependência do tipo e do nível de participação




•Necessidade de estruturar metodologias e técnicas específicas, preocupadas em garantir a eficiência e eficácia da

participação




•ETAPAS DE UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO


Preparação




•Conscientização




•Sensibilização, motivação




•Acordo/contrato




•Mobilização, envolvimento




•Capacitação




•Organização




•Debate sobre temas de fundo para o processo




ETAPAS DE UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO





•Identificar / definir condições legais/estruturais para implementação do plano e do processo de planejamento




•Principais interessados no processo de planejamento e suas expectativas




•Definição da MISSÃO/objetivos estruturais do plano




•Objetivo central do planejamento;



Valores compartilhados (renovados);




•Visão de desenvolvimento;




•Ideais para grupo(s), organização(s).





ETAPAS DE UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO




•Análise de ambiente que condiciona resultados do planejamento

Oportunidades e ameaças do ambiente pouco controlável;
•Pontos fortes e pontos fracos do ambiente bastante controlável.

ETAPAS DE UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO



Agenda de questões estratégicas




•Priorização de questões estruturais que desencadeiam processo de mudança no conjunto planejado




•Definição de temas a partir dos principais pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças elencados;




•Construir questões que o processo de planejamento tem que responder para poder atingir os fins desejados.




•
 

ETAPAS DE UM PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PARTICIPATIVO





•Opções estratégicas: desencadeamento de propostas e ações para realização das escolhas estratégicas




•Propostas estratégicas




•Obstáculos para implementação das propostas estratégicas




•Plano de trabalho




•Ações estratégicas, prazos, recursos (humanos, materiais e financeiros), responsáveis




•Definição de um sistema de acompanhamento e avaliação




•Retroalimentação

•

Diferenças Planejamento Tradicional e Estratégico




•Tipos de planejamento estratégico




•Planejamento estratégico;




•Planejamento estratégico situacional;




•Planejamento estratégico de mercado;



Planejamento estratégico participativo;




•Pontos em comum




–A preocupação na clareza por parte dos participantes em todos os sentidos: durante a estipulação dos objetivos, no levantamento das deficiências e inclusive durante a implementação.




•A dificuldade durante os momentos de decisões e escolhas pode elevar o índice de frustração e dúvida

A necessidade de abertura, do livre fluxo de idéias e informações. Entretanto, isto é mais complicado do que possa parecer. Existem sempre pessoas que não gostam de "repartir" seus conhecimentos com outras. Nesse caso, os dirigentes devem procurar ressaltar as vantagens que podem ser obtidas com a disseminação do conhecimento.



–Em muitas situações, pode haver uma desmotivação: ou durante o exame dos pontos fracos da organização, ou durante o exame de concorrentes mais fortes. Os dirigentes deverão saber administrar estes conflitos.




–Em todos, é de fundamental importância a participação ativa dos dirigentes no planejamento estratégico.


•

Políticas, planos, programas e projetos




•Políticas: processo de tomada de decisão, adoção de postulados gerais;




•Definições a serem seguidas pelos planos, programas e projetos;

•

Políticas, planos, programas e projetos




•Planos: ações de caráter geral, grandes linhas políticas, estratégias, diretrizes e responsabilidades;




•Dentro de um plano os problemas são delimitados e feita uma seleção, definindo áreas

de atuação, para as áreas são elaboradas programas que culminarão em projetos;




•Políticas, planos, programas e projetos




•Programa: conjunto de projetos que buscam o mesmo objetivo;


Projeto: conjunto de atividades inter-relacionadas e coordenadas para alcançar objetivos específicos dentro de um orçamento e tempo definidos;



PNAS (modelo)




•Introdução




•Diagnóstico (análise situacional)




•Princípios, diretrizes, objetivos, usuários, proteções;


Gestão;




•Considerações finais;







•Detalhamento de execução




_ Plano



  +                 

Programa







•Agregação de decisão
•+ Plano                    

Programa





•PLANOS

•

O plano delineia as decisões de caráter geral do sistema, as suas grandes linhas políticas, suas estratégias , suas diretrizes e precisa responsabilidades.










•O plano tem o sentido específico de sistematizar e compatibilizar objetivos e metas, procurando otimizar o uso dos recursos do sistema. Deve, ainda, fornecer referencial que permita continuar os estudos setoriais e/ou regionais, com vistas a elaborar programas e projetos específicos, dentro de uma perspectiva de coerência interna do sistema e externa , em relação ao contexto no qual o sistema se insere.


•

PLANO




•A exeqüibilidade do plano está condicionada a uma ponderável centralização de decisões e de controle , dentro do sistema: requer que as unidades dos diferentes níveis acompanhem as decisões e aceitem

o controle centralizado




•PLANO




•Segundo Lozano, são os seguintes os componentes estruturais de um plano:


a) a síntese dos fatos e necessidades que motivam o plano e a formulação de objetivos;




•b) a formulação da política de prioridades (explicita) e a razão da escolha



PLANO




•c) o quadro , ordenado por itens, das mudanças a operar, quanto à expansão de diferentes e modalidades do sistema, á estrutura e ao conteúdo dos setores e dos níveis dos rendimentos previstos;




•d) o quadro cronológico das metas ou resultados a alcançar ao término do período ou em etapas;




•e) os tipos e a magnitude dos recursos humanos , físicos e instrumentais indispensáveis

(cronograma dos momentos de disponibilidades




•PLANO




•f) o volume e a composição das inversões e gastos para todo o período e para cada fase;

•

g) a especificação das fontes e/ou modalidades de financiamento




•PLANO




•h) a previsão de mudanças legais, institucionais e administrativas

indispensáveis para a viabilidade do plano;




•i) a distribuição das responsabilidades de execução e de avaliação dos resultados




•Planos municipais (exemplo

)




•Objetivos gerais e específicos;




•Diretrizes e prioridades




•Ações estratégicas;




•Metas




•Resultados e impactos esperados




•Recursos materiais, humanos e finaceiros;


•

Mecanismos e fontes de financiamento;




•Cobertura




•Indicadores de monitoramento e avaliação

•

PROGRAMA




•O programa é, basicamente um aprofundamento do plano: os objetivos setoriais do plano irão constituir os objetivos gerais do programa. " È o documento que detalha por setor , a política , diretrizes , metas e medidas

instrumentais . É a setorização do plano".




•PROGRAMA




•O programa estabelece o quadro de referência do

projeto, no entanto, " é algo mais que um punhado de projetos, pois pressupõe, também, vinculação entre os projetos componentes


PROGRAMA




•São os elementos básicos do programa:




•· a síntese de informações sobre a situação a ser modificada com a programação;

•· a formulação explicita das funções efetivamente consignadas aos órgãos e/ou serviços ligados ao programa, com

•

responsabilidades em sua execução




•PROGRAMA




•a formulação de objetivos gerais e específicos e a explicitação de sua coerência com as políticas , diretrizes e




•objetivos do sistema maior, e de sua relação com os demais programas do mesmo nível;




•· a estratégia e a dinâmica de trabalho a serem adotadas para a realização do programa

•

PROGRAMA




•as atividades e os projetos que comporão

o programa , suas interligações, incluindo a apresentação




•sumária de objetivos e de ação




•PROGRAMA

•

os recursos humanos , físicos e materiais a serem mobilizados para sua realização;




•· a explicitação das medidas administrativas necessárias para sua implantação e manutenção




•PROJETO




•O projeto é o documento

que sistematiza e estabelece o traçado prévio da operação de uma unidade de ação. É, portanto, a unidade elementar do processo sistemático da racionalização de decisões. Constitui-se da proposição de produção de algum bem ou serviço , com emprego de técnicas determinadas e com o objetivo de obter resultados definidos




•PROJETO




•A elaboração de projetos, em geral ,

acompanha um roteiro predeterminado, o qual , via de regra, é definido de acordo com as necessidades e exigências próprias do órgão de execução e/ou financiador.




•(Definições do livro de Myriam Veras Baptistas - Introdução a Metodologia do Planejamento

Social




•Questões do planejamento




•O que se quer fazer ? Natureza do Projeto




•Porque se quer fazer ? Origem e fundamentação




•Para que se quer fazer ? Objetivos




•Quanto se quer fazer ? Metas




•Aonde se vai fazer ? Localização




•Como se vai fazer

? Metodologia, ações, atividades




•Quando se vai fazer ? Cronograma




•Quem vai ser atingido ? Beneficiários, comunidade




•Quem vai executar ? Recursos Humanos




•Com que se vai fazer ? Recursos

materiais e financeiros




•Quem vai acompanhar ? Comunidade, lideranças, direção, órgãos




•Período de execução




•Historicamente os planos sociais tem se situados nos períodos de duração dos governo ( em média 4 anos)




•e podem ser classificados na temporalidade como: longo, médio e curto prazo.




•Cabe ressaltar que a questão da temporalidade esta vinculado a proposta política e metodológica




•do planejamento (normativo, estratégico, participativo).




•Planejamento de curto prazo - geralmente são executados num período de um ano;




•Planejamento médio prazo - serão executados no período de um a três anos;




•Planejamento longo prazo

- compreende de três anos a mais




•Questões




•01. (CONSULPLAN)O planejamento em serviço social contribui para proporcionar uma maior articulação entre os serviços e uma maior sistematização das ações que são aspectos almejados para a efetivação da:




•A) participação integrada e gerenciamento administrativo.




•B) interdisciplinaridade e coparticipação social.
•

C) gestão plena e participação integrada.




•D)X intersetorialidade e integralidade.




•E) integralidade e gestão plena.




•Questões




•02. (CESPE)Em relação ao planejamento e à avaliação de programas e projetos, julgue os itens que se seguem.
•

I. O processo de planejamento e gestão contempla a criação de protocolos — entre serviços, programas e instituições — que servem de base para o trabalho da equipe profissional.CERTO




•II. A concretização do planejamento em sua dimensão éticopolítica requer um conjunto de mediações que favoreça a construção de uma nova cultura.CERTO




•III. A eficácia diz respeito ao estudo da adequação da ação para o alcance dos objetivos e das metas previstos no planejamento. CERTO




•IV É consenso na literatura que o processo de avaliação só ocorre quando este estiver sido formalizado por meio da apresentação de relatório final.ERRADO

•

Questões




•03. (AOCP)Analise as assertivas abaixo e depois assinale a alternativa que aponta as corretas.




•I. O projeto é o documento que sistematiza e estabelece o traçado prévio da operação de um conjunto de ações.




•II. O programa é o documento que detalha, por setor, a política, diretrizes, metas e medidas instrumentais. É a setorização do plano.




•III. O plano sistematiza e estabelece as estratégias prévias da operação de um conjunto de ações, com projeções detalhadas e informações específicas .
•

Questões




•IV. A elaboração de projetos, em geral acompanha um roteiro pré-determinado, o qual, frequentemente, é definido de acordo com as necessidades e exigências próprias do órgão de execução e/ou financiador.




•V. O objeto do planejamento da intervenção profissional é o segmento da realidade que lhe é posto como desafio, é o aspecto determinado de uma realidade total sobre o qual irá formular um conjunto de reflexões e de proposições para intervenção.




•(A) Apenas I, II e III.




•(B)X Apenas I, II, IV e V.




•(C) Apenas II, III e IV.




•(D) Apenas III e IV.

•

(E) Apenas IV e V.




•Questões




•4. A elaboração de indicadores e o planejamento de atividades que possam aferir as mudanças nas condições de vida de uma população provocadas pelas ações desenvolvidas pelos programas ou projetos sociais fazem parte dos procedimentos de:




•(A)X avaliação de impacto;




•(B) diagnóstico da realidade;



•(C) avaliação processual;




•(D) controle social;




•(E) avaliação de resultado.




•Questões




•6. Observe as afirmativas a seguir, em relação ao significado




•do projeto de intervenção:




•I - Ele articula o conjunto de atividades interventivas e




•investigativas que integram o exercício profissional.




•II - Ele articula apenas o conjunto de atividades interventivas




•que integram o exercício profissional.




•III - Ele envolve apenas as

dimensões de intervenção e




•planejamento do exercício profissional.




•Assinale a alternativa correta:




•(A) Xapenas a afirmativa I está correta;




•(B) apenas a afirmativa II está correta;




•(C) apenas as afirmativas I e II estão corretas;




•(D) apenas as afirmativas II e III estão corretas;




•(E) todas as afirmativas estão corretas.




•Questões




•7. A elaboração de projetos sociais acompanha um roteiro

•

pré-determinado que deve atender qualidades e exigências.




•Sendo assim um projeto deve contemplar em sua elaboração:




•(A) Eficiência, eficácia e efetividade da ação.




•(B)X Objetividade e exatidão nas informações na terminologia e nas especificações técnicas.




•(C) Confronto com os parâmetros e metas, e análises dos desvios.




•(D) Sugestões para realimentação  do processo de planejamento.




•Questões




•8. A elaboração de indicadores e o planejamento de atividades que possam aferir as mudanças nas condições de vida de uma população provocadas pelas ações desenvolvidas pelos programas ou projetos sociais fazem parte dos procedimentos de:




•(A)X avaliação de impacto;




•(B) diagnóstico da realidade;




•(C) avaliação processual;




•(D) controle social;




•(E) avaliação de resultado.


•9. A avaliação de projetos acompanha um roteiro predeterminado, o qual é definido de acordo com as necessidades e exigências próprias do órgão de execução e ou financiador. São qualidades desejáveis na  elaboração de um projeto:




•Questões




a)eficiência, eficácia e efetividade da ação;




b)X Objetividade e exatidão nas informações, na terminologia e nas especificações técnicas;




c)Confronto com os parâmetros e metas e análise dos desvios;




d)Sugestões para realimentação do processo de planejamento;




e)Descrição de dados de antes, durante e depois da intervenção.